Ele me disse que não tinha nenhuma relação o que eu estava dizendo.
Mas acho que as palavras que saiam da minha boca já tinham vida própria. E essa vida foi tirada, porque eu não conseguia imitir mais nenhum som. Percebia a falta de ar me consumindo enquanto eu tentava nadar em direção a algum olhar confortante que me dissesse que aquilo ia passar. Ele não me disse mais nada. Acho que era ele que tinha vida própria.
Ah, como me dói não poder mais ter o controle.
Me perdi numa dessas excursões para o fim da esperança.
E esse fim tá chegando ou tá ficando cada vez mais nítido.
Não sei. Acho que perdi o controle sobre meu olhar.
Ele insiste em ficar só nos seus olhos.
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