
Acho que ela sempre acreditara. Mesmo quando dizia suas frases ensaiadas negando tudo lhe afirmavam, ela sempre acreditara. Porque, de fato, acreditar era é um dos únicos verbos que poderia fazer sentido algum dia. É claro que, levando-se em conta, todos os fatos ocorridos nos últimos anos, seria a maior bobeira se ela disesse que não se sentia aprenssiva em relação ás pessoas, porque nunca fora fácil desvendar as entrelinhas daquelas histórias mal contadas. Mas a verdade é que persistência era algo que estava dentro de ti, pulsando por suas veias, percorrendo seu corpo, como um sangue fervilhando e borbulhando. E ela não desistira. Mesmo naufragando com seu corpo cansado, com sua mente exausta e seu coração esvaído, querendo pular fora de seu corpo. Mesmo quando sabia que poderia quebrar a cara mais uma vez, que sentiria aquela dor formigando entre seus dedos, implorando por um mínimo grau de piedade. Piedade. Acho que estivera tão desesperada que imploraria até por piedade. Afinal, apesar de tudo, ela sempre teria suas palavras e suas almofadas. E continuar insistindo, nessa história idiota e clichê, de acreditar que as pessoas sempre têm um lado bom.
" Pois, por estranho que pareça, ela acreditava. "
me identifico tanto com essa frase de Clarice que não tive coomo não me identificar com seu texto!
Adoorei! as vezes me odeio por ser assim..rs
30 de maio de 2009 21:02
Tou te seguindo (:
me segue..
20 de agosto de 2009 10:12