Por ser quem eu sou.

Você, de repente, não estranha de ser você?

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Segunda Carta.

domingo, 31 de maio de 2009
Mais de um mês já. Não sei se é pouco ou se é muito comparado ao que sinto aqui dentro. Almoçei na casa do senhor hoje. Comemos nhoque, acabamos com as batatas que sobraram. Tavam ficando quase verdes, guardadas na fruteira. Tinha um mousse de limão. Ela limpou a tigela e disse mais uma vez, que foi a última sobremesa que comera junto de nós. Naquele dia das mães, num domingo a tarde.
Fica cada vez mais estranho perceber a sua ausência aqui e eu sinto muito, de novo, por não conseguir escrever quase nada. É que tá tudo tão perdido aqui embaixo, que o senhor se revoltaria quando contasse tudo que está acontecendo. O engraçado é que eu não contaria se estivesse aqui. Me sinto tão estúpida por ter coragem só de escrever numa tela de computador e saber que o senhor nunca vai ler. Mas eu sei que vai sentir. Por favor, faça ele sentir. Mande força e coragem aí de cima, porque tá doendo tudo aqui. E desculpa, de novo, pelas lágrimas que tão escorrendo pelo meu rosto. Fazia tanto tempo que elas não caiam. Tavam presas aqui dentro, trancadas, esperando por esse desabafo.

Eu sei que vai passar.. que vai ser cada vez mais fácil.. só que nessas tardes sozinha em casa, eu preciso te escrever. E te implorar por um sinal aí de cima. Tô com saudades. Visite meus sonhos de novo, porque eu vou dormir por você.

"A bondade é fortaleza, o amor tudo é capaz e que a cegueira da certeza não sufoque os ideais do amor...'

1 comentários:

  1. Willian T. Wyler disse...

    Inspiradíssima hein??
    Adorei esse...

    3 de junho de 2009 14:23  

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