Era simples: imprevisível. Nenhum outro adjetivo descreveria melhor aquele homem, cujas palavras saiam de um modo tão surpreendente quanto fosse possível. Talvez ele fosse mesmo aquela surpresa naquela caixa deixada em frente a tua casa, numa noite de outono.
Eram quase meia noite quando ele passou em sua casa, o cheio de perfume tomava conta do ar e a sua camiseta com letras borradas pareciam cair de seu peito, belo e liso. Na sua cabeça, só restava a curiosidade de saber porque estava ali. Na verdade, sabia o motivo que a levaria fazer isso, mas não podia admitir que estava certa. Sabe como é que, né? Quando a verdade é certa, a mentira se torna o melhor caminho para faze-lá errada.
Não durou nem cinco minutos. Recebeu aquela caixinha com um laço vermelho emcima e logo se virou para ir embora. Mentira. Antes, deu o último abraço. Ela também sabia que seria o último, mas não queria acreditar nisso. Ela realmente esperava que tudo fosse se tornar melhor depois de alguns anos e que ele pudesse continuar a seguir sua estrada, mesmo que a dela nunca mais fosse tornar a ser. Por um momento, olhou para o céu e viu que a noite estava bela demais para despedidas. Quis mudar o dia, voltar no tempo, mas não havia lugar algum a ir e nem caminho de volta. Ele afagou seus cabelos e envolveu seus braços ao redor dos delas. Se ao menos aqueles braços voltassem a ser aquelas que a aquecia nas noites de inverno.
Mas não voltaram e nem ele voltou.
Pegou o primeiro trem rumo a saudades e partiu.
Foi para a saudades e deixou a cidade das ilusões.
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Lindo *-*
20 de outubro de 2009 22:37
Eu não me canso de dizer que eu ADORO o modo como você escreve!!! Mto fã. Comprava seu livro!! Mesmo!
21 de outubro de 2009 09:41
este destino não tem paradas e nem baldeações. linha direta, sem volta para depois se frustrar
muito bom!
22 de outubro de 2009 03:47