Risquei essas folhas de papéis tantas vezes antes de te escrever. Nada me parece adequado para esses dias de frios embaixo de chuvas de lágrimas. A borracha arcada sobre as letras não conseguia mais apagar as suas memórias de dentro de mim. Procurei a estrela mais intocável que havia no céu, mas elas não brilhavam mais para mim. Acho que foi a água de dentro de você que levou embora todos os sonhos de dentro de mim.
Enquanto você falava, na minha mente, só existiam fragmentos daquilo que já fomos algum dia, ou pelo menos, daquilo que eu sabia que queria que fossemos. Me desculpe por não prestar tanta atenção, mas eu não podia deixar de olhar seus lábios (im)perfeitos quando você tentava desviar a minha mente. Deixe me te explicar o que é que se passa dentro de mim, que eu não quero ficar sozinha comigo mesma.
Bebi vários goles antes de te telefonar, mas meus dedos discavam, de propósito, os números errados. Eles eram mesmo covardes. Era o medo da verdade de perder que me afastava dos teus braços. Era o medo de não encarar que me puxava para longe dos teus lábios. Era o medo de não ser que me deixara a naufragar nessas nuvens de estrelas. Perdi meu barco em algumas dessas tempestades de mau humor e você não me parece disposto a remar por mim. Você é mesmo um covarde.
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Boa frase. Se a dor oprime transforma-a num poema. Sempre tentei fazer isso. Somos fruto de uma sociedade as vezes " violenta". A libertação só pode vir através da arte mesmo
10 de outubro de 2009 11:25
As palavras mais profundas sempre virão de alguém que é, em essência, uma pessoa intensa; e você o é, em suas características próprias de poeta e de mulher contemporânea.Mariana,já sou sua seguidora,mas gostaria que você também comentasse a respeito do que escrevo,sou um pouco compulsiva por letras e palavras!
Amiga,continue usando bem o dom que Deus lhe proporcionou ter...
15 de outubro de 2009 16:18
Simplesmente liiindo! Adoro sua maneira de escrever! Lindo mesmo!
16 de outubro de 2009 10:26
Adorei aqui! É o mundo na tinta e da memória que se identifica com o coração. Apertou. Mas era exatamente o que estava precisando saber...
16 de outubro de 2009 12:01