Por ser quem eu sou.

Você, de repente, não estranha de ser você?

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Pensamentos de mulher, sentimentos de poeta.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Bebeu o último gole e decidiu: é agora. Ajeitou os cabelos, arrumou os sapatos e puxou o agasalho emcima da mesa para perto, não tava com frio, mas a necessidade de agarrar em alguma coisa era tanta, que aquilo mesmo serviu. Foi lá e disse.

Na verdade, não disse quase nada, porque pensar em dizer já era dizer o que eu não devia ter pensado. Ou será que devia? Sei lá ...Vai saber o que as mulheres pensam... De qualquer forma, tudo saiu como se estivessem passando por debaixo da porta, sabe como é? Se esquivando, se encurvando, ralando pelo chão. Ralou tanto que sentia o piso se esfregando na barriga, como quem diz "viu só o que dá não ter coragem?".

E no fim era isso mesmo: falta de coragem. Covarde! Covarde! As nuvens lá fora gritavam enquanto ela corria na direção da lua ... Naquela vontade se esconder, na pressa de ir embora, não é que me acabou esquecendo o agasalho emcima da mesa? Puta que o pariu! Ele viu. Já era. Ia correr pra devolver e acabaria dizendo tudo o que eu não disse, porque pensar em dizer já era dizer o que devia ter sentido. Ou será que não devia? Sei lá... vai saber o que os poetas sentem ...

1 comentários:

  1. Sofia disse...

    Gostei muito do post! Parabéns!
    beijos,
    Sofia
    (http://pirulito-no-palito.blogspot.com/)

    9 de outubro de 2009 21:22  

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